A nova régua de monetização do X já está em vigor: 500 mil impressões em 90 dias
O X substituiu o programa de divisão de receita pelo Original Content Rewards, aplicado desde 8 de setembro. Os critérios de entrada apareceram — o valor pago por impressão, não.
Por Redação Panonda

Foto: Jonathan Borba · Pexels
Já contamos aqui que o X desligaria o programa antigo de divisão de receita em 7 de setembro. O que faltava era a régua do que entra no lugar. Agora ela apareceu.
Segundo a cobertura especializada, o novo programa se chama Original Content Rewards e começou a ser aplicado em 8 de setembro de 2026. O pagamento deixa de girar em torno de receita de anúncio em resposta e passa a depender de "impressões qualificadas" em conteúdo original.
Os critérios de entrada citados na cobertura: ter 18 anos ou mais, conta em bom estado, assinatura elegível do X Premium, 500 seguidores verificados e 500 mil impressões nos últimos 90 dias.
O que muda de verdade
Três coisas, e nenhuma delas é cosmética.
A primeira é a barreira. Meio milhão de impressões em 90 dias não é um número absurdo para quem já vive de publicar, mas elimina o perfil médio que tirava trocado do programa antigo. Não é mais um bônus de quem posta — é um patamar.
A segunda é a palavra "original". A conta agora se apoia em conteúdo próprio, não em volume. Print de outro post, corte alheio, repost de viral, thread reciclada e feed montado no automático com IA generalista estão exatamente do lado errado dessa régua. A plataforma parou de pagar por tráfego e começou a pagar por autoria — pelo menos no texto da regra.
A terceira é a mais incômoda: o X não divulgou quanto paga por impressão qualificada. Não há CPM público, nem piso, nem faixa. Isso significa que você pode bater os dois números e ainda assim não conseguir projetar receita nenhuma.
O que ficou sem confirmação
Seja honesto com o próprio planejamento. Não conseguimos confirmar em documento oficial público: o valor por impressão, se a regra já vale integralmente para todos os países ou está em rollout, se há exceções por região além das condições gerais, e a redação completa da política. A cobertura disponível é indireta.
E vale lembrar o ponto da matéria anterior: o Brasil não apareceu na lista inicial do programa que entrou no lugar. Antes de montar planilha, confira no próprio painel de monetização da sua conta se a opção aparece para você.
O que essa notícia não é
Não é aumento de pagamento. Ninguém anunciou que paga mais — anunciaram que paga por outro critério.
Não é o fim da monetização no X. Assinatura, Subscriptions e publi direta continuam existindo, e para a maioria dos criadores brasileiros sempre foram a parte séria da receita. O revenue sharing era o troco.
Não é proibição de IA. Nada na regra diz que conteúdo feito com IA está fora. O que fica fora é conteúdo sem autoria — e isso inclui muita coisa feita à mão.
E não é motivo para migrar de plataforma correndo. Quem tirava R$ 200 por mês do programa antigo não teve a vida mudada. Quem tirava R$ 5 mil precisa refazer a conta hoje.
O que fazer nesta semana
- Abra o painel de monetização do X e confirme o que aparece para a sua conta. É a única fonte que vale mais que qualquer reportagem, inclusive esta.
- Levante suas impressões dos últimos 90 dias no analytics nativo. Se está abaixo de 500 mil, o programa não é uma meta realista para este trimestre — é um objetivo de seis meses.
- Separe, no seu feed, o que é seu do que é repost. Se mais de metade for print, corte ou citação de terceiro, a régua nova te exclui por definição.
- Não substitua receita confirmada por receita sem preço divulgado. Enquanto não houver valor por impressão público, trate o programa como bônus, não como linha de orçamento.
- Reforce o canal que você controla. Lista de e-mail, comunidade fechada, cliente direto. Régua de plataforma muda por comunicado; contato próprio não.
- Guarde print da regra atual. Quando ela mudar de novo — e vai —, você vai querer saber o que valia quando você entrou.
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