PANONDA
Últimas
4,5 bilhões de vídeos do TikTok viraram base de treino pública — e a sua legenda está láGoogle contrata o maior criador do YouTube para usar o Gemini na frente da câmeraO TSE fechou a definição de deepfake — e o que decide agora não é o realismo, é o contextoO X desliga a monetização em 7 de setembro — e o Brasil não está na lista do programa que entra no lugarPara a Europa, ChatGPT é buscador — e já leva mais gente que o BingSony e Warner processam a dona do Claude — e o pedaço que te alcança não é o treino, é a saídaInstagram corta alcance de perfil de IA não declarado — e a régua é o personagem, não a ferramentaA régua da música com IA virou uma pergunta só: quem cantou o vocal principal?4,5 bilhões de vídeos do TikTok viraram base de treino pública — e a sua legenda está láGoogle contrata o maior criador do YouTube para usar o Gemini na frente da câmeraO TSE fechou a definição de deepfake — e o que decide agora não é o realismo, é o contextoO X desliga a monetização em 7 de setembro — e o Brasil não está na lista do programa que entra no lugarPara a Europa, ChatGPT é buscador — e já leva mais gente que o BingSony e Warner processam a dona do Claude — e o pedaço que te alcança não é o treino, é a saídaInstagram corta alcance de perfil de IA não declarado — e a régua é o personagem, não a ferramentaA régua da música com IA virou uma pergunta só: quem cantou o vocal principal?
← Notícias
Infraestrutura·3 min de leitura

O dinheiro grande de IA na América Latina não é do governo — é dos data centers

Google, Amazon e Microsoft somam bilhões de dólares na região. O investimento anual deve dobrar até 2029, e onde esses campi chegam o emprego do setor cresce 22%.

Por Redação Panonda

O dinheiro grande de IA na América Latina não é do governo — é dos data centers

Foto: Michael D Beckwith · Pexels

Na semana em que o governo brasileiro anunciou R$ 1,06 bilhão num supercomputador, apareceu o número que coloca isso em perspectiva: o investimento privado em data center na América Latina é de outra ordem de grandeza.

Os números da iniciativa privada

Empresa Onde Quanto
Amazon México US$ 5 bilhões
Microsoft Brasil US$ 2,7 bilhões
Google Uruguai US$ 850 milhões

Hoje a região tem mais de 500 data centers, com cerca de 1.450 megawatts instalados. Para comparar: o norte da Virgínia, sozinho, tem 4.900 MW — mais de três vezes toda a América Latina.

E o ritmo acelera: o investimento anual deve dobrar de US$ 5 bilhões em 2023 para quase US$ 10 bilhões até 2029, com a capacidade total projetada para quase dobrar até 2035.

O dado que interessa a quem mora perto

Onde chegam os campi de hiperescala — os que Amazon, Google e Microsoft constroem para rodar a própria operação —, os municípios que os recebem veem o emprego no setor de informação crescer 22% em cinco ou seis anos, com salários subindo entre 3% e 4%.

Não é o número de empregos diretos do data center, que é baixo. É o efeito no entorno.

Como isso conversa com o plano do governo

O PBIA prevê R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028. Nesta semana saíram os detalhes de execução:

  • R$ 1,06 bilhão para o supercomputador de 7.200 petaflops em Macaíba (RN), operado por UFRN e LNCC. O edital exige contrapartidas de transferência de tecnologia, conteúdo local e fornecedor brasileiro, com meta de capacitar 5 mil brasileiros em cinco anos
  • Cerca de R$ 1,3 bilhão para a máquina do Rio, com Huawei e iFlytek, voltada a treinar LLMs e formar 3 mil especialistas
  • Parceria com a Espanha na arquitetura aberta RISC-V, para a frente de chips

O que isso significa

Escala é privada, direção é pública. A Microsoft sozinha investe no Brasil mais que o PBIA inteiro em dólar. Mas o dinheiro privado roda a nuvem da própria empresa; o público vem com exigência de formar gente e transferir tecnologia.

E os dois competem pela mesma coisa: energia. Data center precisa de megawatt, e a América Latina tem 1.450 MW instalados. Quem decide onde a energia vai é decisão política, e ela ainda não foi tomada.

O que fazer com isso

Se você trabalha com IA: os 5 mil do RN e os 3 mil do Rio são vagas de formação pagas com dinheiro público. Vale acompanhar quando os editais saírem.

Se você mora perto de um projeto anunciado: o dado dos 22% é sobre o setor de informação, não sobre o comércio da esquina. Quem se beneficia é quem já está no ramo — ou quem entra nele antes da obra ficar pronta.

E o que vigiar: o edital do RN, porque compra por licitação atrasa, e se as contrapartidas de conteúdo local sobrevivem à negociação. Elas são a diferença entre importar uma máquina e construir capacidade.

Receba o resumo diário

Todo dia útil, às 7h. 5 minutos de leitura. O que importa, em português, com o ângulo do mercado brasileiro.

Sem spam. Cancele quando quiser.